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White Hiden: Namakemonogatari (ホワイト秘伝 怠け物語, Howaito Hiden — Namakemonogatari) é uma história original, cuja narrativa em primeira pessoa é primordial de Gabriel White, variando entre as personagens ao decorrer das cenas.

O que é a vida?

Em algum momento súbito, alguém pensou nisso, e este é um pensamento que é passado de geração em geração, sem nunca obter uma resposta concreta. Eu perguntei para meus amigos o que é a vida.

É o momento triste onde nos despedaçamos. Shiro respondeu sem desviar o olhar do que estava fazendo.

A vida é a vida, Gabriel-Kun, e mesmo que a vida não seja a vida, ela continuará sendo a vida. Shizuka comentou de forma enigmática, as vezes não sei se a considero muito esperta ou muito tola... Prefiro acreditar nos dois.

Eu não sei. Shimaki me respondeu com toda sabedoria que pôde.

De certa forma, todos estavam certos. A vida é melancólica, misteriosa e incompreensível, não adianta desperdiçarmos a vida tentando saber o que é a vida, porque mesmo que a vida não fosse a vida, ela continuaria sendo a vida.

Mas e você, Gabriel? O que você acha que é a vida?  Shimaki inesperadamente lançou a pergunta de volta à mim. Me surpreendi, nunca imaginei que lançariam essa pergunta de volta a mim, então fiz questão de responder com o maior impacto possível.

"A vida de um humano é..." Fiz a questão de fazer uma pausa dramática.

"Postitivo-Negativo-Zero!" Respondi com todo o ar de meus pulmões.

Sim, Positivo-Negativo-Zero é a melhor definição de vida que posso achar. Positivo, porque a vida é maravilhosa e cheia de coisas boas. Negativo, porque a vida é cruel e cheia de coisas ruins. Zero, porque não importa o quanto nos esforcemos nela, tudo acabará em zero.

A situação bem a minha frente descreve exatamente isso... Sim, a situação em que a garota em meus braços está sem respiração ou batimentos, o mundo foi coberto por gelo, em diferentes formatos e tamanhos, e criaturas dignas de um apocalipse vampírico estavam por toda a parte, "inferno gelado" não chegaria nem perto de descrever esta situação. Com isso eu posso dizer que minha vida de Positivo-Negativo, chegou ao seu Zero.

Mas antes deu contar a vocês o que está acontecendo aqui, terei que contar-lhes minha história... Sim, a história de como eu fui preguiçoso o bastante pra deixar as coisas chegarem a esse ponto. Aqui eu começarei a narrar pra vocês a história de minha preguiça.

Ore no Namakemonogatari.

Capítulo 1

12 de Setembro de X301

O vento soprou forte.

As árvores se agitaram.

O sol estava escaldante, mas as folhas garantiam que ele não tocasse minha pele diretamente. Embora eu estivesse andando com certa velocidade, a grama sob meus pés não era maltratada pelos meus passos, e isso não tem nada a ver com meu peso ou a força com que eu pisava, nem com meus sapatos, isso era graças à uma técnica simples que é ensinada aos ninjas desde a academia.

Consiste em canalizar um fluxo de chakra na sola dos pés, e isso garante que possamos andar sobre qualquer superfície, sólida ou líquida, horizontal ou verticalmente.

Estava caminhando faziam quase três horas, quanto mais perto chegava do meu destino, mais a ansiedade tomava conta de meu corpo. Quando vi, por entre as árvores, a cabana há muito abandonada onde costumava brincar quando pequena, não consegui me conter e me pus a correr. O cansaço foi convertido em emoção, faziam mais de dois anos que havia deixado a vila, e agora, estava a apenas trezentos metros dela.

Dez metros era tudo o que me separava do grande portão, mas os idosos da vila sempre diziam que a pressa é inimiga da perfeição, bem... Acho que estavam corretos. Tropecei em uma raiz que estava no caminho, perdi meu equilíbrio e caí. Acabei rolando para dentro da vila e fiquei lá, estirada no chão, em parte pela dor e em parte pela frustração.

"Aaahhh, lá se foi minha entrada triunfal. Que droga."

"Shizuka? Você voltou?"

A pessoa ao meu lado disse em tom de surpresa.

A voz e o rosto estavam levemente diferentes das minhas lembranças, mas não havia como eu não reconhecer essa pessoa. Esse garoto não é ninguém menos que o meu companheiro de time e um dos meus melhores amigos desde a infância, Shiro Doraiaisu. Seus olhos de cor púrpura e seu olhar de arrogância, passavam uma impressão fria que contradizia sua personalidade. Seus cabelos lisos e belos possuíam uma aparência jovem, apesar de sua cor ser completamente branca. Os traços de seu rosto estavam mais masculinos, diferente daquele rosto completamente andrógeno de dois anos atrás.

"Shiro-Kun..."

"Shizuka-Chan! Você tem que avisar antes de sumir repentinamente!" Ele me pôs de pé, apenas para socar minha cabeça, me retornando ao chão.

"Muwaaaaaaaaaaa! Shiro-Kun, não pode ficar ao menos feliz por ver sua amiga novamente??"

"Você desapareceu repentinamente fazem três meses. Três meses!"

"Ah, desculpe, desculpe. Eu estava só... Erh... Treinando?"

Ele agarrou meu rosto com a mão direita.

Shiro-Kun agarrou meu rosto com sua mão direita, tive certeza que iria congelar até a morte naquele momento.

Não de medo, ou de raiva, nem por qualquer sentimento, e sim porque este Shiro-Kun tem a habilidade inata de controlar o gelo. Não apenas manipular o gelo, mas também criá-lo a partir do nada, como mágica, é realmente uma habilidade incrível. E, apesar de eu dizer que é criado a partir do nada, todo o gelo tem origem do chakra igualmente frio dele. Enfim, originando-se do nada ou não, eu ainda estava em sérios apuros aqui. Tratei de levantar meus braços e me desculpar imediatamente.

"Me perdoe, Shiro-Kun! Eu estou realmente arrependida por sair para viajar sem comunicar antes, então, por favor, me perdoe!"

Me rendi completamente, o que fez com que ele retirasse calmamente sua mão de mim. Esse demônio, ele realmente estava planejando me congelar viva!

"Enfim, que bom que está de volta. Seria um problema para nós se você morresse."

"Waaaaaaaaah! Shiro-Kun preocupado comigo? Isso é assustador! Muito assustador!"

Me esquecendo do perigo iminente, decidi provocá-lo mais um pouco.

"Isso não é típico seu, Shiro-Kun, talvez você realmente está tomando jeito?! VIRANDO UMA BOA PESSOA?!!"

Ele colocou a mão na minha cara novamente. Dessa vez, senti a minha temperatura corporal cair instantaneamente, como quando se joga brasa em água. Se isso continuasse, eu iria pegar um resfriado, não, eu fiquei resfriada de qualquer jeito.

"Hayashi Shizuka, não é?.. Eu acho que você está se sentindo bem imortal hoje. Não é?"

Assustador, esse Shiro-Kun é assustador. Me distanciei dele e comecei a me desculpar, assim que ele relaxou eu consegui escapar dele e realmente entrar na vila.

Incrível!! Era o que eu gostaria de dizer, mas... Foram apenas alguns meses, então a vila não estava muito diferente das minhas lembranças, afinal, não conheço nenhum local que evolua tão rápido a ponto de alguns meses o deixar irreconhecível. Mesmo para esta vila, que é a com a maior taxa de crescimento do mundo ninja, tudo que eu podia diferenciar foram algumas construções, que agora estavam completas, alguns mercados que foram inaugurados recentemente e umas construções antigas que foram demolidas, mas nada muito radical.

Decidi andar aleatoriamente para ver onde o vento iria me levar. Apesar de eu dizer vento, eu não iria ser levada pelo vento no sentido real da palavra, apenas andar aleatoriamente pela vila. Não... Não é isso também, pois eu inconscientemente iria tomar o caminho que eu mais me acostumei a tomar em minha estadia nesta vila. Que no caso, é a casa do Gabriel. Devem estar se perguntando porque o caminho que eu mais fiz foi o da casa do Gabriel e não o da minha própria casa, não é? É até muito simples. Sendo meu amigo de infância, a casa do Gabriel era um lugar seguro onde eu poderia fugir de todos que me incomodavam. Ele nunca tentava me obrigar a fazer algo contra a minha vontade, então a casa dele era como uma zona de conforto para mim, mesmo que eu acabasse sempre tendo que retornar aos meus problemas mais cedo ou mais tarde.

Avistei a casa do Gabriel, estava como eu me lembrava: branca, suja, e bagunçada. Mas o que me chamou mais atenção não era a quantidade de lixo espalhado pela casa, ou quanto poeira tinha se acumulado ali, ou porque os móveis estavam tão desorganizados, mas sim os dois jovens que batalhavam num campo ao lado da casa. Me aproximei lentamente para que não me percebessem, minha respiração ficou pesada devido à quantidade de terra no ar. No centro do campo estavam dois jovens trocando golpes tanto com os punhos quanto com ferramentas ninja. O garoto de cabelos roxos, meu amigo, Shimaki-Kun, estava em séria desvantagem contra o garoto de cabelos negros, Gabriel-Kun. Então, decidi que deveria ajudar o Shimaki-Kun que estava em desvantagem, ou talvez eu só estivesse querendo atrapalhar o Gabriel_kun.

Pulei atrás do Shimaki-Kun e eles pararam o combate para entender o que estava acontecendo, o tempo de raciocínio deles foi o suficiente para eu agarrar as pernas do Gabriel com raízes que fiz brotar abaixo dele. a confusão foi o bastante para eu me aproximar dele calmamente.

"Quanto tempo, Gabriel-Kun."

Não levou muito tempo para ele entender o que ocorreu, então ele estendeu a mão e uma espada de terra se reuniu na mão dele. Imediatamente me afastei quando ele tentou me atacar, esse momento exitante foi suficiente pra afrouxar a raiz e permitir que ele me acerte um chute.

"Muito tempo mesmo, Shizuka."

Controle de areia é uma habilidade muito perigosa, por isso fiz a raiz crescer frequentemente por dentro da terra antes de usá-la no próximo ataque. Enquanto fazia isso, tive que evitar os golpes com a espada de areia, estes golpes estavam visando sempre meu pescoço, por isso seria um problema não desviar deles, mas o tempo acabou. Uma versão várias vezes maior e mais larga da raiz saiu do solo e enroscou completamente o corpo do Gabriel-Kun. Com isso, a habilidade de criar armas de areia seria completamente inútil.

"Você enferrujou, Shizuka." el Logo após essa frase, vi a raiz se estraçalhar em partículas absurdamente minúsculas e se espalhar pelo ambiente. Fiquei chocada, perplexa.

"O quê? Eu não acredito que você pode usar terra pra destruir essa raiz, ou talvez... Você usou a espada que criou para fatiá-la em milhões de pedaços?!"

"Bem-vinda de volta, Shizuka."

Ele sorriu largamente enquanto me cumprimentava. Shimaki-Kun provavelmente gostaria de dizer o mesmo, mas ele caiu no buraco onde antes a raiz estava, e desmaiou. Pobre Shimaki-Kun, enquanto Gabriel ajudava Shimaki a sair do buraco, eu percebi que algo estava errado. Esse buraco, de onde ele saiu? Normalmente apenas a parte da raiz que estava na superfície seria cortada, permanecendo uma boa quantidade no nível e abaixo do solo. Mas se não é esse o caso, então o que aconteceu? E humanamente impossível cortar completamente a raiz estando em um ângulo como aquele... Será que a habilidade dele evoluiu a um ponto onde ele pode cortar coisas mesmo através do solo? Não, ele teria me vencido facilmente desse modo. A menos que ele tenha entregado a luta, esse maldito!

"Wah, você some sem avisar e aparece sem avisar, assim nem pudemos preparar uma festa de boas vindas pra você, Shizuka-Chan." Shimaki-Kun logo me cumprimentou, gentil como sempre, não esperava menos dele.

"Giheh! Desculpem-me, da próxima vez vou avisar." Porque um certo demônio me forçou a isso.

"Mas não é como se fossemos preparar uma festa da próxima vez." Gabriel-Kun respondeu como se não importasse. Poxa, por que ele é sempre tão rude comigo? Sim, eu não estou exagerando aqui, ele sempre é rude comigo, S-E-M-P-R-E!

"Para passar a mão na cabeça de uma idiota que fez merda com uma festa, precisa ser um idiota ao quadrado. Outro dia nós terminamos o treino, Shimaki!"

"Hein? Eu pensei que você queria testar como sua anti-existência se sairia contra minha não-existência."

Anti-existência? Não-existência? Do que eles estão falando? Eu completamente boiei no assunto.

"Eu já disse que outro dia a gente termina. Até porque aquele buraco ali vai atrapalhar."

"Você também podia ter destruído só a superfície, Gabriel-San."

"Eu nunca deixo um serviço pela metade, Shimaki." Falou o cara que nunca termina seus afazeres.

"Shimaki-Kun, Gabriel-Kun... Do que vocês estão falando?"

"Não se lembra, Shizuka-Chan? Estamos falando de colocar minh-" Shimaki-Kun foi rapidamente interrompido por Gabriel-Kun.

"Se você não sabe agora, é porque ainda não precisa saber. Quando chegar a hora, você saberá."

"Não seja assim, me diga."

"Não, até porque, você já sabe."

"Eu vou indo, então, até mais, Shizuka-Chan, Gabriel-San." Shimaki se curvou e logo se pôs no caminho para sua própria casa, o que me lembra que eu deveria ir para a minha.

"E então? O que fez nesses três meses que esteve fora?" Gabriel-Kun repentinamente iniciou um assunto, não como se tivesse pensado nisso repentinamente, mas sim como se estivesse esperando que Shimaki-Kun fosse embora para falar sobre isso.

"Como assim o que fiz... Eu estava com a Asada-San, então..."

Ele suspirou como se estivesse sendo liberado de um grande fardo e murmurou algo como "Se foi ela, então".

"Entendi, então foi isso."

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